sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Jogos Inesquecíveis

Vou começar a postar alguns jogos em que estava na torcida, e que foram sensacionalmente inesquecíveis para mim. Vou tentar passar um pouquinho da emoção que senti em cada jogo.

Fato que como moro um pouco longe do Morumbi, cada ida ao estádio é uma festa. Tomara que gostem!!!

Vou começar com uma partida da Libertadores.


12 de maio de 2004


Já fazia alguns anos que o São Paulo não participava da Libertadores, então, aquela emoção de ver meu time no principal torneio das Américas estava a flor da pele.



Confesso que não gostava do time daquela época: Rogério Ceni, Cicinho, Rodrigo, Fabão e Gustavo Nery; Alexandre, Ramalho, Danilo e Marquinhos, Velber e Luís Fabiano.



Fala sério, Gustavo Nery, Alexandre, Ramalho, Marquinhos e Velber, ou seja, metade do time, não passa nem pelo portão do CT hoje. O técnico era o Cuca, o que convenhamos, também não gerava muitas expectativas.



E então, que em 12 de maio de 2004, fomos ao Morumbi, eu, minha irmã e meu cunhado para assistirmos São Paulo e Rosário Central pelas oitavas de final daquele ano.



E o pensamento era esse mesmo, não temos um time tão bom, mas podemos chegar, afinal, nossa tradição em Libertadores fala por si só.



No jogo de ida, lá em Rosário, o São Paulo perdeu por 1x0, ou seja, precisaria ganhar aqui por dois gols de diferença, ou então por um gol para levar para os pênaltis.



Eu já tinha ido em alguns jogos do tricolor no Morumbi, mas nunca em Libertadores.



O jogo estava marcado para 21:45, mas como não queríamos perder nada, saímos de Jacareí/SP, por volta das 17:00 e chegamos no estádio às 19:30.



Somente quando chegamos lá que vi que os ingressos comprados eram para ficar bem atrás do gol, quase embaixo da Torcida Independente. Fiquei meio assim, afinal de contas, era bem atrás do gol.



As horas foram passando e quando me dei conta, o Morumbi estava lotado. E quem esteve naquele dia no Morumbi sabe do que vou falar agora: tinha uma energia diferente no ar!! Não sei se era mistura de tensão, com ansiedade, com nervosismo, com otimismo. Fato é que até que a bola rolou, eu não conseguia parar quieto.



E veio o jogo.



O São Paulo entrou nervoso, errando muitos passes. O Rosário, naquela velha e conhecida catimba argentina, fechadinho lá atrás, só esperando para dar um contra ataque.



E nos vários passes errados, principalmente do Marquinhos (ali ele se queimou com a torcida), Herrera recebeu a bola e na saída de Rogério Ceni, mandou para o fundo das redes. Eu estava justamente atrás desse gol.



Foi uma ducha de água fria nos mais de 60 mil torcedores no Morumbi. A torcida ficou calada por um tempo, mas como já disse acima, tinha um clima diferente no estádio. E voltamos a gritar pelo time, tentando empurrá-lo.



E no momento em que a torcida mais empurrava, o árbitro inventa um pênalti para o tricolor. No momento não sabia, só depois que fui ver o claro erro da arbitragem. A falta foi fora da área.



Erros a parte, quem se apresenta para a cobrança? Ele, o cara na época, Luis Fabiano. Era gol certo. Os torcedores ao meu redor já imaginavam a virada dali a 5 minutos.



E para desespero geral, Gaona, goleiro do Rosário, defende a cobrança, mal batida é verdade, de Luis Fabiano.



Daí o negócio começou a desandar. Os passes errados, tornaram-se pior ainda. O Rosário começou a jogar solto.



Foi então que Cuca, aos trinta e dois do primeiro tempo, tira Alexandre e coloca Grafite. Como uma injeção de ânimo, o time começa a jogar melhor e novamente a torcida cresce.



Grafite entra muito bem e depois de algumas finalizações em que Gaona fez alguns milagres, surge o gol do São Paulo. Eram 44 minutos, bola na área do Rosário na cabeça de Rodrigo e dele para Grafite que empurra para o gol.



O Morumbi explode. O grito de gol sai da garganta. Os olhos já enchem de lágrimas. O tricolor estava mais do que nunca, VIVO!!!



Veio o intervalo e com ele uma idéia muito boa de Cuca de permanecer com os jogadores em campo e não descer para os vestiários. A torcida não parou de gritar durante o intervalo inteiro.



O segundo tempo começou, e junto com ele a entrega das duas equipes. Dois times guerreiros, mas sem muita técnica. Foi então que Cuca fez mais duas alterações: Souza no lugar de Velber e Gabriel no lugar de Marquinhos.



E por muito pouco o São Paulo sofre um gol aos 30 minutos. Passado o susto, hora de pressionar. E muito, pois era tudo ou nada, e precisávamos de pelo menos um golzinho para levar para os pênaltis.



Chega a hora da torcida explodir novamente. Aos 34 minutos do segundo tempo, após um chute de Luis Fabiano que Gaona salvou, novamente Grafite, num gol chorado, de briga, faz 2x1 para o São Paulo.



Eu que estava ali, bem atrás daquele gol, senti minhas pernas tremerem. Não sabia o que fazer, se gritar, rir, chorar. O Morumbi não parou mais. Até o apito final, empurramos o time de todas as formas, mas não teve jeito. Pênaltis a vista!



Faço uma pausa aqui para falar sobre Rogério Ceni.



Até então, Rogério não tinha ganho nenhum título como titular do São Paulo de maior expressão. O máximo que tínhamos chegado com ele foi na final da Copa do Brasil de 2000, onde perdemos para o Cruzeiro. Mas a admiração pelo goleiro já era grande, até pelo amor com que sempre vestiu a camisa tricolor. E detalhe: Luis Fabiano cobrou o pênalti no primeiro tempo e não Rogério.



Voltando a decisão por pênaltis, adivinha em que gol foram batidos?? Exato, no lado que eu estava. Então dava para ver até os rostos de quem ia bater. Foi terrível. É uma tortura psicologia aquilo...rsrs mas muito bom!!!



E começaram as cobranças de pênalti. Cicinho foi o primeiro a bater e.....perder!!! PQP, tanto ralo durante a partida para perder logo a primeira cobrança??



Mas aí entra o nosso apelido: Time da Fé!!! E precisou ter muita fé mesmo!!!



Os quatro batedores do Rosário converteram suas cobranças. Até que chegou o clímax da noite: o confronto entre Rogério e Gaona.



Melhor do que eu escrever o que foi esse final, é ouvir a narração do Éder Luiz pela Transamérica (arrepia só de ouvir, dá vontade de chorar denovo)




Eu me abraçava com pessoas que nunca tinha visto na vida, todos chorando, olhos vermelhos, sorrindo, aliviados!!!



Para e pensa agora, o estado em que eu, minha irmã e meu cunhado estávamos ao final da partida...



Pensou??? Vou ilustrar isso para vocês:



Sério, nunca tinha passado por aquilo em um estádio. Foi muito forte. Só quem estava lá sabe o que foi.



ps.: aqui estão mais duas fotos do local onde fiquei...(levem em consideração que a câmera não era definitivamente boa...rsrsrs)



2º gol do Grafite

Final do jogo

3 Comentários:

linksdosaopaulo.blogspot.com - Neto disse...

Caro blogueiro e seus leitores, “Qual o melhor blog são-paulino?” Acessem http://linksdosaopaulo.blogspot.com , votem nessa enquete e conheçam um site diferente sobre o São Paulo, criado com o objetivo de ajudar o torcedor a encontrar qualquer informação sobre seu time.

thiago disse...

Sensacional!!!
eu tambem estava atrás do gol!!
tive a mesma reação, abraçando todo mundo que nunca tinha visto!
Parecia que tinha sido campeão!
É indescritivel! só quem já foi no morumbi em jogo de libertadores que sabe.
E depois do jogo, fora do morumbi todo mundo gritando, cantando, e não cansava, no transito!!
Realmente um jogo inesquecível!
Abraço!

Rafa Monteiro disse...

Esqueci de colocar esse detalhe da torcida sair cantando...é verdade mesmo....nos corredores, fora do estádio...realmente parecia que tinha ganho um título!!!

valeu...abraço

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